Por dentro do Cocho: Cuidados na moagem do milho

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moagem do milho

A moagem do milho: Cuidados que você deve tomar no processo de moagem.

A moagem do milho deve ter seu processo feito com todo cuidado. A Agroceres Multimix vai falar sobre esses cuidados para que você possa entender melhor a importância de uma boa moagem do milho.

Normalmente, o ingrediente de maior inclusão em rações e dietas de animais em engorda é o milho, sendo este – por vezes – o principal componente, que caracteriza o maior custo alimentar dos animais.

Sabendo que o grão de milho inteiro apresenta baixa digestibilidade do amido, a prática da moagem do milho é comum na grande maioria das fazendas, permitindo assim maior aproveitamento do insumo e redução nos custos de produção.

Apesar de simples, a prática da moagem do milho é um processo que pode ser influenciado por uma gama de variáveis, refletindo na qualidade do produto final e desempenho dos animais. Por isso, a qualidade da moagem do milho deve ser um ponto de constante checagem na fazenda, procedendo com os ajustes quando necessários.

A forma comumente utilizada para avaliar o grau de moagem é o diâmetro geométrico médio, ou DGM, que é caracterizado de acordo com o tamanho das partículas após a moagem, refletindo uma medida do que está ocorrendo no moinho da fazenda.

De modo geral, na fazenda, podemos fazer o uso de um conjunto de peneiras com diferentes diâmetros de furação para medir o tamanho médio de partícula. Complementando a análise, a quantidade de milho que fica retido em cada peneira (expresso em porcentagem), permite uma avaliação da qualidade da moagem do milho e dos riscos inerentes do processamento.

Nesse caso, podemos elencar dois cenários distintos: a porção retida na última peneira (fundo); e a porção retida na primeira peneira (destacando a quantidade de grãos inteiros), vejamos:

Se a quantidade de milho que chega a última peneira for de 20 a 30%, ou superiora a isso, temos uma grande quantidade de milho muito fino, no qual, nesse cenário, os riscos de distúrbios metabólicos (i.e.: acidose e laminite) são maiores, principalmente em dietas mais adensadas em amido. Nesse caso, uma luz de alerta deve ser acionada, para que os cuidados com o manejo e rotinas da operação sejam redobrados. Em paralelo, é preciso avaliar a causa que levou a moagem estar desta forma, buscando ações que permitam diminuir abaixo de 20% a quantidade de milho que chega à última peneira.

O outro cenário seria o inverso, em que teríamos uma grande porcentagem de milho retida na primeira peneira, com presença marcante de milhos inteiros (2 a 3%). Nesse caso, temos perda de eficiência na digestibilidade do amido, fazendo com que parte dele seja perdido nas fezes, diminuindo o aproveitamento da energia da dieta e comprometendo o desempenho do animal.

moagem do milho : foto mostrando um milho moido

De forma prática, seguem alguns pontos que podem afetar a granulometria do milho e, como já dito, devem ser frequentemente monitorados na fazenda:

– Tamanho da peneira:  a peneira é o fator que norteará a quebra do milho, refletindo diretamente no tamanho de partícula final. Quanto menor sua furação, menor será o tamanho da partícula, e vice-versa. Normalmente, as peneiras mais utilizadas para a moagem do milho variam entre 5 a 8 mm. Ressalta-se que a recomendação da peneira a ser utilizada varia de acordo com a realidade de cada fazendas. Peneiras velhas, desgastadas ou quebradas, podem estar relacionadas com o aumento de partículas retidas na primeira peneira (maior tamanho);

– Potência do motor: muito relacionado ao rendimento de moagem, deve ser bem dimensionado frente à demanda da fazenda, podendo se tornar um grande gargalo no sistema de produção. Por vezes, um equipamento mal regulado, buscando eficiência de moagem, pode estar com velocidade de giro muito alta, refletindo eu aumento da porção que fica retida no fundo da peneira. Nesse caso, deve-se buscar regular a potência de giro ou então remover alguns martelos do moinho;

– Umidade: é um fator de extrema importância para a qualidade da moagem, afetando diretamente a eficiência de moagem e o tamanho de partícula obtido. Quando o milho estiver muito úmido, este ficará “apanhando” dentro do moinho, caindo o rendimento, uma vez que “despachar” o material já moído é mais difícil. Outro problema é o entupimento da peneira, resultando no embuchamento do moinho, uma vez que ele não consegue despachar o milho na mesma proporção que ocorre a alimentação.

– Impurezas: a classificação rigorosa da quantidade de impurezas presentes na carga ilustrará o quão sujo está o milho que está sendo recebido, ou até mesmo o grau de contaminação no próprio silo da fazenda. O grau de impureza impacta diretamente na eficiência de moagem e tamanho de partícula, sendo que, quanto mais impurezas, mais lento o processo. Um problema originado a partir do excesso de impurezas é o impedimento da saído do milho já moído, aumentando o tempo de permanência no interior do moinho, resultando na redução do tamanho de partícula. Outro problema das impurezas, como no caso de pedras e pedaços de metal, é a quebra da peneira do moinho, resultando em aumento da variação dos tamanhos de partículas, com aumento de partículas grosseiras.

Visto a importância da moagem e a gama de pontos de checagem, para que tenhamos bons resultados, além dos cuidados citados acima, temos que levar em consideração o tipo de moinho, pois, dependendo do tipo ou estado da máquina que o produtor dispõe na fazenda, é impossível chegar à qualidade de moagem do milho ideal.

De modo geral, quanto mais melhorarmos a moagem do milho e o manejo, melhor será seu aproveitamento e mais eficiente será seu processo de produção de carne.

Nutrição Animal – Agroceres Multimix

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