Prolapsos de órgãos pélvicos em fêmeas suínas

0
429

Embora muitas vezes negligenciado, o número de partos de matrizes suínas dentro de um sistema intensivo de produção é crucial para garantir sua rentabilidade (Antunes, 2017). Uma fêmea suína precisa produzir, em média, quatro partos para amortizar seus custos de aquisição e nutrição (Lucia et al. 2000; Pinilla; Lecznieski, 2010). Obviamente, plantéis altamente produtivos podem amortizar o capital investido nas fêmeas mais rapidamente, no entanto, 30% das matrizes do rebanho brasileiro produzem apenas uma leitegada e cerca de 40 – 60% são removidas antes do terceiro parto (Ulguim et al., 2013). Além disso, a alta taxa de reposição de matrizes gera prejuízos à produtividade do sistema produtivo por concentrar muitos partos de fêmeas primíparas e de segundo parto que são fêmeas menos produtivas. A situação é ainda mais grave quando se considera o aumento significativo na taxa de mortalidade, reportado na última década nos principais países produtores de suínos, incluindo Brasil e Estados Unidos. O excesso de mortalidade pode aumentar a retenção de fêmeas que poderiam ser descartadas por baixa produtividade ou outras afecções e/ou aumentar a taxa de reposição, levando uma queda ainda maior da produtividade e do status imunológico do plantel.

Os problemas reprodutivos são a causa mais comuns de descarte precoce de fêmeas suínas (Iida et al., 2019; Ross, 2019). Dentre os principais problemas reprodutivos destacam-se: anestro, retorno ao cio, descarga vulvar, complicações no parto e prolapso de órgãos pélvicos (Estalder et al., 2004; Ross, 2019). Os prolapsos de órgãos pélvicos incluem prolapsos uterino, vaginal e/ou retal. De maneira similar ao que ocorreu com a taxa de mortalidade, a ocorrência de prolapsos em matrizes também aumentou significativamente nos últimos anos, passando a ser uma das principais causas de morte e/ou descarte de matrizes em diversas granjas pelo mundo. O período de maior susceptibilidade das fêmeas suínas para os prolapsos de órgão pélvicos é no periparto. No entanto, a etiologia desses prolapsos ainda é desconhecida (Pittman, 2017; Supakorn et al., 2017; Ross, 2019). Diversos fatores de risco para ocorrência dos prolapsos têm sido descritos. Embora os fatores de risco possam variar de acordo com o tipo de prolapso, várias causas potencialmente desencadeadoras de prolapsos foram descritas, demonstrando ser uma síndrome multifatorial. Os fatores relacionados a ocorrência dos prolapsos podem estar associados a características individuais das fêmeas ou podem ser fatores relacionados a manejo, ambiente, nutrição e/ou higiene.


Epidemiologia e observação clínica dos prolapsos de órgãos pélvicos

Nos Estados Unidos a ocorrência de prolapsos aumentou em 300% de 2008 para 2016 (Pittman, 2017). No mais recente e extenso estudo sobre o assunto, realizado pela Iowa State University, foi demonstrado que prolapso de órgãos pélvicos corresponde a 21% das causas de morte/descarte de matrizes nos Estados Unidos, sendo que o prolapso de órgãos do sistema reprodutivo (útero/vagina) corresponde a 15% e prolapso retal 4%, ainda a ocorrência de prolapso vaginal e retal concomitantemente representou 2% das causas de descarte (Ross, 2019). De maneira semelhante, prolapso de órgão pélvicos (prolapso uterino – 12,1%; prolapso retal e/ou vaginal – 6,8%) foi a condição com maior número de diagnósticos como causa de morte, em um estudo que avaliou 132 fêmeas em três granjas brasileiras (Referência).

Embora os prolapsos ocorram predominantemente nos dias próximos ao parto, como supracitado, existe uma variação epidemiológica no período de maior frequência de ocorrência, de acordo com o tipo de prolapso (Tabela 1). O prolapso retal é o tipo de prolapso que tem maior variabilidade no período de ocorrência. Em fêmeas de primeira e segunda ordem de parto, o período mais comum de ocorrência de prolapso retal é pós-parto, notoriamente no pico de produção de leite (após o 10˚ dia de lactação) (Kahn & Line, 2005). Já em fêmeas mais velhas, o prolapso retal ocorre com maior frequência durante o processo de parto e nas primeiras duas semanas de lactação (Supakorn et al., 2017). Por outro lado, os prolapsos de sistema reprodutivo têm um período de ocorrência mais regular. O prolapso de vagina é um evento tipicamente pré-parto que ocorre predominantemente na semana que antecede o parto (Straw et al., 2006), enquanto o prolapso uterino ocorre quando a cérvice está aberto, predominantemente no pós-parto imediato ou ainda durante o processo de parto, após transcorridas algumas horas do início da expulsão dos leitões (Supakorn et al., 2017). Vale salientar que, embora menos frequentes, os prolapsos de sistema reprodutivo também podem ocorrer alguns dias pós-parto.

Tabela 1. Comparação entre os diferentes tipos de prolapso

Tipos de prolapso

Prolapso retal

Prolapso vaginal

Prolapso uterino

Órgão prolapsado

Reto

Vagina

Útero

Período de predisposição

Pós-parto; todo período lactacional

Pré-parto

Pós-parto ou após transcorridas algumas horas do início do parto

Observação clínica

Eversão da mucosa retal através do ânus

Protrusão da mucosa vaginal com exposição da cérvice

Eversão de um ou dois cornos uterinos através da vagina.

Adaptado de Supakorn et al. (2017)

 

Fatores de risco relacionados à fêmea

  1. Escore de períneo

Pesquisadores da Iowa State University desenvolveram uma metodologia de avaliação de escore de períneo que classifica as fêmeas em três categorias, de acordo com a intensidade de protrusão e intumescimento da região perineal e da vulva, como mostra a figura 1. É importante salientar que a avaliação do escore de períneo deve ser feita próximo à data prevista de parto e com a fêmea em decúbito ventral. Houve uma correlação significativa entre o escore de períneo e a ocorrência de prolapsos. Em um primeiro estudo, um total de 7,2% das 235 fêmeas que obtiveram escore de períneo 3 tiveram prolapso. Percentualmente, isso correspondeu a um aumento de aproximadamente sete vezes quando comparado com as fêmeas de escore 1 e 2. Em estudos subsequentes, com a equipe mais treinada para fazer uma avaliação mais acurada do escore de períneo, 23% das fêmeas que receberam escore 3 tiveram prolapso. Esse valor representou um aumento de mais de 12 vezes na probabilidade de ocorrência de prolapsos em fêmeas de escore 3, quando comparadas com fêmeas de escore 1 e 2. Portanto, o intumescimento de períneo (escore 3) próximo ao parto é um importante fator de risco para a ocorrência de prolapsos.

Foi demonstrado que as fêmeas que receberam escore de períneo 3 possuem uma microbiota vaginal significativamente diferente das fêmeas que possuíam escore de períneo 1. Em humanos, alterações significativas na população da microbiota vaginal podem estar associadas com doença pélvicas inflamatórias e com vaginose bacteriana. Ainda, as fêmeas de escore de períneo 3 também tiveram alterações significativas em mais de 24 grupos bacterianos da microbiota intestinal. Esses dados corroboram com a hipótese de que processos inflamatórios podem ser causados por desequilíbrio da microbiota (disbiose) e devem ser fatores de risco determinantes para a ocorrência de prolapsos (Chagnon et al., 1991; Supakorn et al., 2017).

Figura 1. Avaliação de escore de períneo como fator de risco para ocorrência de prolapsos (Adaptado de Ross, 2019)
  1. Ordem de parto

Os prolapsos de órgãos pélvicos podem ocorrer em fêmeas suínas de qualquer ordem de parto. Posto isso, é importante salientar que existe uma correlação positiva linear entre a proporção de ocorrência de prolapsos de órgãos pélvicos e a ordem de parto, ou seja, fêmeas de ordem de parto maiores são mais predispostas a apresentar prolapsos quando comparadas com fêmeas mais jovens (Ross, 2019). De fato, Iida et al. (2019) demonstraram que a incidência de prolapsos de órgãos pélvicos (todos os tipos de prolapso) foi 1,5 a 1,8 vezes maior em fêmeas de ordem de parto maior ou igual a três, quando comparado com marrãs. No entanto, há uma variação bastante significativa na relação entre os diferentes tipos de prolapso e a ordem de parto. As fêmeas mais velhas, por exemplo, são mais predispostas a ter diminuição do tônus uterino, o que é considerado um fator de risco importante para ocorrência de prolapso uterino. De fato, os prolapsos uterinos ocorrem com uma frequência aproximadamente 3,5 vezes maior em fêmeas de ordem de parto maior ou igual a quatro, quando comparado com marrãs (Iida et al., 2019). Por outro lado, o prolapso retal é mais frequente em fêmeas mais jovens (Supakorn et al., 2017), já a ocorrência de prolapso vaginal não possui nenhuma relação com a ordem de parto.

  1. Condição corporal

Fêmeas magras são as de maior risco para apresentar prolapso de órgãos pélvicos, com probabilidade duas vezes maior quando comparadas com fêmeas de escore ideal (Ross, 2017). Por outro lado, nenhum relato na literatura obteve êxito em relacionar obesidade da fêmea parturiente com o aumento na ocorrência de prolapsos. Outro dado bastante interessante coletado no trabalho feito pela equipe da Iowa State University é que granjas que aumentam a quantidade de ração no terço final da gestação (bump feeding) para as fêmeas magras têm menor ocorrência de prolapso do que granjas que não realizam bump feeding. Esse dado fortalece argumentos de que o estado nutricional da fêmea parturiente deve estar relacionado com os mecanismos ainda desconhecidos dos prolapsos de órgãos pélvicos. Mais estudos são necessários para avaliar se a maior incidência de prolapsos em fêmeas magras é correlacionada com alguma deficiência nutricional ou outras possíveis causas.

  1. Genética

O fator genético já foi demonstrado como sendo um fator importante para ocorrência de prolapsos de órgãos pélvicos em bovinos, ovinos e humanos (Ennen et al., 2011; Twiss et al., 2007; Altmans et al., 2007), porém, para suínos, os resultados ainda são inconclusivos. No estudo da Iowa State University, os pesquisadores encontraram uma correlação baixa entre a linhagem genética e a ocorrência de prolapsos, os próprios autores alertam que para algumas das 10 linhagens avaliadas, a quantidade de animais era muito restrita e, portanto, os resultados não levam a nenhuma conclusão. Em um outro estudo recente, Supakorn et al. (2019) demonstrou que o fator genético não é um fator de risco relacionado à ocorrência de prolapsos de órgãos pélvicos. No entanto, nesse estudo não foi possível analisar a influência do fator genético nos diferentes subtipos de prolapsos devido a um baixo número amostral. Adicionalmente, o aumento recente na incidência de prolapsos de órgãos pélvicos tem sido observado em diversos países e em granjas comerciais que utilizam diferentes linhagens genéticas, o que corrobora para o argumento de que a genética não seja um fator de risco para a ocorrência de prolapsos. Por fim, estudos avaliando o grau de herdabilidade dos diferentes tipos de prolapsos individualmente são necessários.

  1. Doenças

Qualquer fator que aumente demasiadamente a pressão abdominal no período periparto pode ser considerado um fator de risco para a ocorrência de prolapsos (Pittman, 2017), uma vez que a musculatura que sustenta os órgãos pélvicos já está bastante tensionada nesse período, em função do grande espaço ocupado pelo útero gravídico das fêmeas hiperprolíficas que comumente alojam mais de 16 leitões. Doenças respiratórias, por exemplo, podem ser um fator de risco para a ocorrência de prolapsos quando levam a um quadro de tosse excessiva (Pittman, 2017; Supakorn et al., 2017). Constipação pré-parto e a ocorrência de leitões natimortos durante o parto também ocasionam um aumento na pressão abdominal e são importantes fatores de risco, uma vez que estão associados a maior ocorrência de prolapsos (Pittman, 2017; Iida et al., 2019). Ainda, a utilização de substâncias laxativas, utilizadas para diminuir constipação pré-parto, está associada com maior ocorrência de prolapso (Ross, 2019), nesse sentido, mais estudos são necessários para desenvolver tecnologias que diminuam a constipação pré-parto.

A exemplo das alterações de microbiota vaginal (supracitada), diarreias também são fatores de risco para ocorrência de prolapso retal, visto que levam à disbiose intestinal com consequente inflamação no reto (Jackson & Cockcroft, 2007). No tocante a doenças reprodutivas, fêmeas que retornaram ao cio após a inseminação e precisaram ser inseminadas novamente tiveram maior ocorrência de prolapsos quando comparadas com fêmeas que levaram a gestação a termo após a primeira inseminação (Iida et al., 2019). O retorno ao cio é um fator de risco e pode estar associado a aborto, falha na concepção ou ambiente uterino desfavorável à implantação embrionária. Todos esses podem estar associados a processos inflamatórios em órgãos reprodutivos, predispondo essas fêmeas à ocorrência de prolapso.


Fatores de risco não associados à fêmea

1.     Nutrição

A nutrição é comumente descrita como um fator que contribui para a ocorrência de prolapsos. Alguns fatores relacionados à formulação da dieta também têm sido estudados, por exemplo em fêmeas bovinas, a hipocalcemia pós-parto causada por problemas metabólicos, baixa ingestão de cálcio ou desbalanço na proporção cálcio:fósforo, é um fator de risco bastante descrito associado à ocorrência de prolapso uterino. No entanto, Grez-Capdeville e Crenshaw (2020) não conseguiram induzir hipocalcemia em fêmeas suínas com alterações nutricionais e demonstraram, portanto, que as fêmeas suínas são menos susceptíveis à hipocalcemia induzida pela dieta que as fêmeas bovinas. Adicionalmente, os níveis de cálcio e fósforo da dieta de aproximadamente 60 granjas comerciais nos Estados Unidos não foram associados a alterações na ocorrência de prolapsos (Ross, 2019).

Dietas de alta densidade também foram associadas com maior ocorrência de prolapsos. Pittman (2019) relata que entre 36 granjas estudas (totalizando 104 mil fêmeas) nos Estados Unidos, as que apresentam dietas com maior nível de energia e maior inclusão de lisina, são as com maior incidência de prolapso retal. O nível de gordura adicionada nas dietas de lactação também mostrou uma associação significativa e positiva com a ocorrência de prolapso de órgãos pélvicos (Ross, 2019). Embora esses fatores tenham sido descritos, o mecanismo biológico que resulta nessa interação entre nutrição e ocorrência de prolapsos ainda é desconhecido.

Estratégias nutricionais também podem ser adotadas para diminuir fatores de risco relacionados à fêmea, como por exemplo o bump feeding, supracitado. Outra estratégia é a adição de fibras na dieta de fêmeas gestantes, uma vez que essas ajudam na retenção de água pelo bolo fecal, diminuindo a constipação. Além disso, as fibras podem modular a microbiota intestinal, reduzindo a probabilidade de disbiose.

2.     Micotoxinas

Na produção de suínos, as micotoxinas pertencentes aos grupos do tricotecenos, zearalenona e aflotoxinas são as principais responsáveis por causarem problemas entéricos e reprodutivos que podem, consequentemente, predispor a ocorrência de prolapsos (Drochner et al., 2006). A zearalenona é um fitoestrógeno, ou seja, possui forte atividade estrogênica, causando problemas reprodutivos, dentre eles, o prolapso de vagina (Binder et al., 2017). Já as micotoxinas dos grupos tricoteceno e aflotoxinas, podem ser responsáveis por lesões graves no intestino grosso, sendo, portanto, fatores de risco para a ocorrência de prolapso retal (Coppok et al., 2018; Smith et al., 1997).

3.     Água

Curiosamente, granjas que fazem algum tipo de tratamento na água fornecida aos animais apresentam menor incidência de prolapsos, comparadas a granjas que não fazem tratamento na água (Ross, 2019). Ainda não se conhece o mecanismo biológico que resulta nessa relação entre o tratamento de água e a ocorrência, ou não, de prolapsos. O tratamento da água pode estar relacionado com fatores que sabidamente predispõem a prolapsos, como quantidade de água ingerida (constipação) e/ou composição microbiológica da água (processos inflamatórios no trato digestivo).


Cuidados paliativos

Medidas paliativas devem ser tomadas imediatamente após o diagnóstico do prolapso de modo a promover alívio da dor e diminuição do sofrimento animal. A utilização de práticas cruentas, como por exemplo o corte da mucosa prolapsada, devem sempre ser evitadas uma vez que são práticas muito dolorosa, oferecem riscos a vida do animal e não respeitam princípios do bem-estar animal. Nos prolapsos vaginal e retal recomenda-se utilização de água fria e aplicação intramuscular de anti-inflamatórios e analgésicos na tentativa de aliviar a dor, diminuir o edema da mucosa prolapsada e facilitar a reintrodução do órgão. É importante que essa intervenção seja rápida e cuidadosa uma vez que a mucosa prolapsada é muito sensível a pequenas lesões que podem acentuar o edema do órgão e dificultar a resolução do problema. O animal acometido deve ser alojado individualmente em uma gaiola ou baia de modo que outros animais não tenham acesso à lesão. Em casos mais graves e com ocorrência de lesões na mucosa, recomenda-se a utilização de antibióticos de amplo espectro.

Em contrapartida, para os casos de prolapso uterino recomenda-se a eutanásia imediata do animal, seguindo as recomendações do “Guia brasileiro de boas práticas para eutanásia em animais de produção”.


Considerações finais

Diminuir a mortalidade e o descarte precoce de fêmeas suínas é uma necessidade impreterível para garantir maiores níveis de bem-estar e, consequentemente, maior rentabilidade para o setor suinícola. Para alcançar esse objetivo é preciso primeiro conhecer a etiologia e, principalmente, os fatores de risco das causas de mortalidade/descarte precoce para então propor soluções efetivas. O aumento súbito nos casos de prolapso de órgãos pélvicos impulsionou pesquisas acerca deste problema, porém os dados ainda são escassos, evidenciando a urgência de mais estudos sobre o tema. O conhecimento dos principais fatores de risco relacionados à ocorrência de prolapsos é essencial para direcionar a implementação de manejos específicos e para direcionar o descarte de matrizes de maneira mais adequada. Reconhecer a existência de um problema é o primeiro passo para solucioná-lo, porém ainda há um longo caminho a ser percorrido para um entendimento profundo e soluções efetivas para o problema de prolapso de órgãos pélvicos em suínos.

Nutrição Animal – Agroceres Multimix

Autores:

 

Profº Dr. Cesar Augusto Pospissil Garbossa
Professor de Nutrição e Produção de Suínos no Departamento de Nutrição e Produção Animal da FMVZ/USP

 

 

MSc. Bruno Bracco Donatelli Muro
Doutorando em Nutrição e Produção de Suínos pela FMVZ/USP

 

 


Referências:

ALTMAN, D., FORSMAN, M., FALCONER, C., LICHTENSTEIN, P. (2007) Genetic influence on stress urinary incontinence and pelvic organ prolapse. European Urology, 54, 918–923.

ANTUNES, R. (2017) A taxa de reposição de leitoas realmente mudou para 50%? In: Anais do II Simpósio Internacional de Produção e Sanidade de Suínos, 43-47.

BINDER, S. B., SCHWARTZ-ZIMMERMANN, H., VARGA, E., BICHL, G., MICHLMAYR, H., ADAM, G., BERTHILLER, F. (2017) Metabolism of zearalenone and its major modified forms in pigs, Toxins, 9, 56-71

DROCHNER, W., SCHOLLENBERGER, M., GOTZ, S., LAUBER, U., TAFAJ, M., PIEPHO, H.P. (2006) Subacute effects of moderate feed loads of isolated Fusarium toxin deoxynivalenol on selected parameters of metabolism in weaned growing piglets. Journal of Animal Physiology and Animal Nutrition, 90, 421-428.

ENNEN, S., KLOSS, S., SCHEINER-BOBIS, G., FAILING, K. AND WEHREND, A. (2011) Histo- logical, Hormonal and Biomolecular Analysis of the Pathogenesis of Ovine Prolapses Vaginae and Partum. Theriogenology, 75, 212-219.

GREZ-CAPDEVILLE, M., CRENSHAW, T.D. (2020) Peripartum Ca and P homeostasis in multiparous sows fed adequate or excess dietary Ca. Animal, 1–8.

IIDA, R., PIÑEIRO, C., KOKETSU, Y. (2019) Incidences and risk factors for prolapse removal in Spanish sow herds. Preventive Veterinary Medicine 163, 79–86.

JACKSON, P. AND COCKCROFT, P. (2007) Handbook of Pig Medicine. Saunders, Ltd., Uckfield

KAHN, C.M., LINE, S. (2005) The Merck Veterinary Manual. 9th Edition, Merck Publishing and Merial.

LUCIA, T., DIAL, G.D., MARSH, W.E. (2000) Reproductive and financial efficiency during lifetime of female swine. Journal of the American Veterinary Medical Association. 216,1802-09.

PINILLA, J., LECZNIESKI, L. (2010) Parity distribution management and culling. In: Proceedings of 24o Manitoba Swine Seminar, Winnipeg,113-121.

PITTMAN, J. (2017) Sow Prolapse Syndrome: 13 Potential Causes. December 2017. http:// www.agriculture.com/livestock/hogs/sow-prolapse-syndrome-13-potential-causes.

ROSS, J.W. (2019). Identification of putative factors contributing to pelvic organ prolapse in sows. Industry Summary. 1–34.

SMITH, T. K., MCMILLAN, E. G., CASTILLO, J. B. (1997) Effect of feeding blends of Fusarium mycotoxin-contaminated grains containing deoxynivalenol and fusaric acid on growth and feed consumption of immature swine. Journal of Animal Science, 75, 2184-2191.

STRAW, B.E., ZIMMERMAN, J.J., D’ALLAIRE, S. AND TAYLOR, D.J. (2006) Diseases of Swine. 9th Edition, Backwell Publishing, London.

SUPAKORN, C., STOCK, J.D., HOSTETLER, C.,STALDER, K.J. (2017) Prolapse Incidence in Swine Breeding Herds Is a Cause for Concern. Open Journal of Veterinary Medicine, 85–97.

SUPAKORN, C., CHRISTIANSON, M.I., HOWARD, J., GRAY, K.A., STALDER, K.J. (2019) Heritability estimates for sow prolapse. Livestock Science 227, 111–113.

TWISS, C., TRIACA, V., BERGMAN, J., RODRIGUEZ, L.V. (2007) The epidemiology, social burden and genetics of pelvic organ prolapse. Current Bladder Dysfunction Reports. 3, 90–94.

ULGUIM, R.R., BIANCHI, I., LUCIA, J.R. (2013) Fatores associados ao descarte e à longevidade produtiva de fêmeas suínas. Revista Brasileira de Reprodução Animal 37, 339–343.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Resolva a conta abaixo *OBRIGATÓRIO