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Podem os óleos essenciais nos auxiliar nos desafios respiratórios em suínos?

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Nos dias atuais, existem vários trabalhos, pesquisas e investigações buscando alternativas para a redução do uso de antimicrobianos na produção de suínos, ou alternativas para reduzirmos o uso de antibióticos. Neste âmbito, alguns aditivos vêm se destacando, entre eles os óleos essenciais, prebióticos, probióticos e ácidos orgânicos.

A maior parte desses aditivos tem demonstrado resultados positivos para enfermidades e desafios relacionados às funções intestinais, atuando no controle de diarreias, melhoria do aproveitamento dos nutrientes, digestibilidade e modulação da microbiota intestinal.

No entanto, nos sistemas de produção suína é comum ter, ao longo da vida do animal, desafios do trato respiratório provocados por:

        • grande amplitude térmica, como a observada no Brasil no Outono/Inverno;
        • falhas de manejo e controle de temperatura do ambiente interno das instalações;
        • manejo de cortinas que afetam o controle térmico do ambiente;
        • presença de gases e umidade.

Mas, nessas situações em que há problemas respiratórios, esses mesmos aditivos supracitados podem ajudar a minimizar os desafios respiratórios?

Dentre os aditivos citados acima, alguns que vêm se destacando são os óleos essenciais. Isso, porque além dos efeitos benéficos no intestino do animal, também atuam de forma bactericida ou bacteriostática.

suínos - doenças respiratórias

Outro aspecto é que os óleos essenciais também apresentam eficiência sobre problemas respiratórios. De acordo com Sharifi-Rad et al. (2017), em torno de 3.000 óleos essenciais são conhecidos, sendo que alguns deles apresentam propriedades anti-inflamatórias, antioxidante e antimicrobiana, entre os quais alguns que podem ser trabalhados para o tratamento de infecções do trato respiratório em humanos (Horvath & Acs, 2015).

De acordo com Bryan et al. (2015), um dos mecanismos de ação que garante eficiência aos óleos essenciais, é a habilidade dos seus constituintes em alterar a integridade da membrana celular da bactéria, levando ao aumento da sua permeabilidade (Bryan et al.,2015).

Além do efeito observado pelos óleos essenciais no controle de bactérias relacionadas a enfermidades do trato respiratório, existem trabalhos como o de Hayashi et al. (2007), que observaram que o princípio ativo cinalmaldeído, que tem atividade anti-viral in vitro, apresentou 70% de inibição de H1N1 tipo A, numa concentração de 0,53%, após três horas em contato.

Corroborando com essas informações, para Arora et al. (2011) o uso de óleos essenciais tem evidenciado ser uma opção aos tratamentos complementares, ou alternativos, às infecções por influenza.

Já de acordo com Setzer (2016), os óleos essenciais têm sido promissores no tratamento e prevenção de infecções por influenza, justificando seu uso em medicinas tradicionais a partir de plantas correspondentes.

Dentre os vários ativos existentes, o cinamaldeído tem apresentado atividade contra fungos patogênicos do trato respiratório como:

        • Aspergillus niger,
        • A. fumigatus,
        • A. nidulans,
        • A. flavus,
        • Candida albicans,
        • C. tropicalis,
        • C. pseudotropicalis, e
        • Histoplasma capsulatum (Unlu et al., 2010).

Aspergillus doenças respiratórias

Atua ainda contra as bactérias Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae (Inouye et al., 2001).

Dessa forma, podemos observar que os óleos essenciais apresentam efeitos positivos contra agentes que podem provocar doenças respiratórias. Tal fato é demonstrado em diversos estudos que comprovam sua ação contra esses agentes, a partir de mecanismos de ação ainda não tão claros, mas que podem atuar como chaves regulatórias nos caminhos envolvidos nas respostas imunes e inflamatórias (Choi et al., 2007).

Se pensarmos que há anos o uso de chás caseiros, ervas, extratos, xaropes e soluções naturais vem sendo adotados na medicina tradicional como paliativo para o controle das gripes, resfriados e infecções respiratórias, é possível ter mais um indicativo de que temos, nos óleos essenciais, uma alternativa que deve ser melhor pesquisada e desenvolvida, para nos auxiliar nos tratamentos das infecções e enfermidades respiratórias nas granjas de suínos.

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